O eSIM (Embedded SIM Card) é visto como a evolução do SIM card tradicional, além de ser uma das inovações mais impactantes na indústria de telecomunicações.
Ele substitui os tradicionais chips físicos, trazendo maior flexibilidade e conveniência para consumidores e empresas.
Mas a grande questão é que poucos sabem sobre sua origem e como foi sua adoção ao longo dos anos.
Por isso, a ideia central do texto é explorar detalhadamente a trajetória do eSIM e seu impacto na conectividade global.
Antes de falarmos do eSIM, é preciso falar do seu antecessor, o Subscriber Identity Module (SIM) que surgiu nos anos 1990 com a chegada da telefonia móvel GSM.
Inicialmente, os chips eram do tamanho de um cartão de crédito, mas com o tempo, reduziram-se para os formatos Mini-SIM, Micro-SIM e Nano-SIM.
No entanto, mesmo com os avanços tecnológicos, os SIM cards tradicionais ainda apresentavam desafios: limitação de espaço em dispositivos cada vez menores, necessidade de substituição física para troca de operadora e dificuldade na implementação de soluções de IoT (Internet das Coisas).
Foi nesse cenário que o conceito de SIM embarcado (eSIM) começou a ganhar força, e hoje proporciona diversas vantagens para o mercado.
A ideia do eSIM foi concebida na década de 2010 como uma evolução natural do SIM card tradicional.
O objetivo era criar uma solução digital que eliminasse a necessidade de um chip físico removível.
Ao invés de usar uma unidade física e descartável, os dados da operadora seriam armazenados eletronicamente e poderiam ser alterados remotamente sem precisar trocar o cartão.
Em 2016, o GSMA (Global System for Mobile Communications Association), que padroniza a indústria de telecomunicações, oficializou a especificação do eSIM.
Com esse marco, o primeiro grande passo na adoção da tecnologia veio com a Samsung e a Apple.
Além de sua adoção inicial em wearables e smartphones, o eSIM chamou rapidamente a atenção de empresas que operam no setor automotivo, industrial e de dispositivos móveis conectados.
A capacidade de permitir mudanças de operadora remotamente e de facilitar a conectividade global tornou o eSIM uma solução altamente atrativa para diversos segmentos.
O Samsung Gear S2 Classic 3G foi um dos primeiros dispositivos comerciais a suportar eSIM, seguido pelo Apple Watch Series 3 em 2017.
Com o passar dos anos, grandes operadoras ao redor do mundo começaram a oferecer suporte ao eSIM, ampliando sua compatibilidade e incentivando fabricantes a adotarem a tecnologia em novos dispositivos.
Hoje, ele já é um padrão em muitos modelos de smartphones, tablets e laptops, além de ser um padrão adotado na indústria de várias formas, como será mostrado ao longo do artigo.
Desde a padronização do GSMA, diversas empresas começaram a incorporar o eSIM em seus produtos.
A adoção foi inicialmente lenta devido à resistência das operadoras, que temiam perder controle sobre a portabilidade de clientes.
Outra questão que retardou a adoção foi a falta de conhecimento das vantagens de se usar o eSIM por parte de usuários e empresas, como também o prejuízo imediato que poderia causar aos fabricantes de chips tradicionais essa migração entre o SIM card físico e o virtual.
No entanto, com o tempo, a tecnologia foi sendo incorporada a um número crescente de dispositivos e serviços.
A Apple teve um papel fundamental na massificação do eSIM. Após introduzi-lo no Apple Watch, a empresa implementou a tecnologia no iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR em 2018.
Com essa mudança, os usuários puderam utilizar um SIM físico e um eSIM simultaneamente, viabilizando fácil troca de operadoras e planos.
A Google também aderiu ao eSIM rapidamente. Os dispositivos da linha Pixel 2 (2017) foram os primeiros smartphones Android a suportar a tecnologia, expandindo-se para modelos subsequentes.
Empresas como Samsung, Huawei, Motorola e Xiaomi seguiram o mesmo caminho, tornando o eSIM uma opção padrão para seus modelos premium.
Fora do segmento de smartphones, o eSIM teve grande aceitação na indústria de internet das coisas (IoT).
Dispositivos como drones, rastreadores GPS, carros conectados e sistemas industriais passaram a usar o eSIM para garantir conectividade remota sem a necessidade de troca de chips físicos.
Montadoras como Tesla, BMW e Mercedes-Benz incorporaram a tecnologia em seus sistemas de infoentretenimento e assistência remota.
O eSIM também tem sido adotado em dispositivos médicos, como monitores cardíacos e sensores de glicose, permitindo monitoramento contínuo dos pacientes e transmissão segura de dados para profissionais de saúde.
No setor de logística, o eSIM possibilita rastreamento em tempo real de frotas e cargas, aumentando a eficiência operacional e reduzindo custos.
Sensores com eSIM podem ser instalados em contêineres e caminhões, enviando informações de localização, temperatura e umidade para sistemas centralizados.
Além disso, o eSIM tem sido integrado em dispositivos de segurança, como câmeras de vigilância e alarmes conectados, garantindo comunicação constante mesmo em caso de falhas de rede wi-fi.
Com sua flexibilidade e capacidade de adaptação, o eSIM continuará a impulsionar a conectividade na era da internet das coisas.
Com a chegada do 5G, o impacto do eSIM no IoT tende a ser ainda maior.
A baixa latência e a alta velocidade proporcionadas pelo 5G, aliadas à flexibilidade do eSIM, abrirão novas possibilidades para aplicações industriais, como robótica avançada, veículos autônomos e fábricas inteligentes totalmente conectadas.
A pandemia de COVID-19 acelerou a digitalização global e impulsionou a adoção do eSIM.
Com o crescimento do trabalho remoto e do ensino a distância, muitas pessoas precisaram adquirir planos de dados internacionais para manter conectividade sem fronteiras.
Em paralelo a isso, governos e órgãos reguladores começaram a incentivar a adoção do eSIM como um padrão global, promovendo a concorrência entre operadoras.
Algumas empresas de telecomunicações, que antes eram resistentes, passaram a ver o eSIM como uma oportunidade de otimizar a distribuição de serviços e reduzir custos com produção de SIM cards físicos.
Empresas de dispositivos inteligentes, como Apple, Samsung e Google, ampliaram o suporte ao eSIM em uma variedade de produtos, incluindo tablets, laptops e smartwatches.
Modelos como o iPad Pro e o Microsoft Surface Duo passaram a oferecer compatibilidade total com a tecnologia.
O chip virtual também vem ganhando espaço em empresas que trabalham com dispositivos M2M (machine to machine), que precisam transmitir dados pela rede móvel.
Exploramos de forma abrangente essa questão do M2M e do eSIM aqui no site, e você pode conferir mais textos sobre o assunto clicando aqui.
O eSIM veio para ficar, e sua adoção deve continuar crescendo nos próximos anos.
Com avanços em infraestrutura e suporte das operadoras, o eSIM se tornará cada vez mais comum, substituindo completamente os chips físicos em diversas categorias de dispositivos.
Sobre o futuro dessa tecnologia, podemos levantar algumas hipóteses e “fases do processo”:
Desde seu surgimento, o eSIM foi adotado lentamente pela indústria, fazendo com que suas vantagens fossem pouco conhecidas e difundidas.
Oferecendo maior praticidade e flexibilidade para usuários e empresas, hoje já é possível ver cada vez mais empresas oferecendo o eSIM, seja para usuários finais ou empresas corporativas (como no caso do M2M).
A Lyra M2M é uma empresa especializada em eSIMs e conta com as melhores opções do mercado para projetos M2M, como rastreadores e sensores diversos.
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