Tecnologia

Soft SIM: Uma alternativa viável para empresas?

Por Lyra M2M • 27 de junho de 2024

Uma pessoa física pode usar tranquilamente um SIM card físico sem grandes dores de cabeça. Mas quando pensamos em uma empresa, que chega a utilizar mais de mil exemplares desses chips, o assunto fica muito diferente.

Cartões físicos podem ser uma verdadeira barreira em projetos que não possuem times de suporte e manutenção, ou quando é necessário executar atualizações e mudanças constantes de operadoras.

Cartões virtuais como eSIM e o Soft SIM surgem como possíveis tendências em um mercado que exige maior agilidade e facilidade nos processos de implementação de tecnologias todos os dias, principalmente quando pensamos em soluções na nuvem (cloud).

Antes de mais nada, temos que admitir que nem sempre um eSIM adotado em escala (mais de 100 unidades, por exemplo) é algo viável e fácil de ser aprovado em uma empresa, devido ao orçamento necessário para tal.

Por isso, pode ser mais fácil buscar alternativas e tecnologias que deem o mesmo tipo de suporte, investindo menos, e claro, facilitando na aprovação interna da empresa.

Para entender melhor sobre o assunto, temos que explicar as diferenças entre esses tipos de chips.

O que é um eSIM?

O eSIM (Embedded SIM) é uma evolução do tradicional cartão SIM utilizado em dispositivos móveis para armazenar informações necessárias à conexão com redes celulares.

Diferente dos cartões SIM físicos, o eSIM é um chip embutido diretamente no dispositivo.

Essa tecnologia permite que os usuários possam mudar de operadora ou plano sem precisar trocar o cartão SIM, oferecendo uma maior conveniência e flexibilidade.

Do ponto de vista de uma empresa, a utilização de eSIM cards se torna mais econômica e mais fácil de fazer gestão, uma vez que tudo é feito digitalmente, sem troca física de cartões e sem grandes contratempos na hora de contratar ou mudar de operadoras.

Leia também: Como é o mercado de eSIM no Brasil

Vantagens e desvantagens do eSIM

Entre as principais vantagens, destacam-se a facilidade de troca de operadoras e a possibilidade de utilizar múltiplos perfis em um único dispositivo.

No entanto, visualizando 2024 e o curto prazo, ainda há desafios que limitam sua adoção em massa.

Muitos consumidores encontram no eSIM uma solução cara. A necessidade de suporte das operadoras e a compatibilidade limitada com alguns dispositivos são barreiras que se tornam desmotivadoras para uma empresa.

Além disso, a transição para eSIM requer que os consumidores tenham acesso a dispositivos modernos que suportam essa tecnologia, o que pode ser um obstáculo muito sério.

Soft SIM como alternativa

O conceito de virtualizar o cartão físico não se limita apenas ao eSIM, o Soft SIM surge como uma alternativa interessante, oferecendo algumas vantagens únicas.

O Soft SIM, ou SIM virtual, é uma tecnologia que permite que as funções de um cartão SIM sejam executadas por software, eliminando a necessidade de um chip físico. Assim como o eSIM, o Soft SIM facilita a troca de operadoras e a gestão de perfis móveis diretamente no dispositivo.

Por se tratar de softwares presentes em chipsets ou microprocessadores internos de dispositivos, fica mais fácil conectar um equipamento IoT ou M2M à rede celular.

Comparando o Soft SIM e o eSIM

A principal vantagem do Soft SIM em relação ao eSIM reside na sua facilidade de implementação.

Enquanto o eSIM exige um chip físico específico que precisa ser embutido no hardware do dispositivo, o Soft SIM opera inteiramente via software. Isso significa que qualquer dispositivo capaz de executar o software necessário pode, teoricamente, utilizar um Soft SIM.

Essa característica elimina a necessidade de desenvolvimento e integração de novos componentes de hardware, facilitando a adoção por fabricantes e consumidores.

Compatibilidade com dispositivos existentes

Uma das maiores barreiras para a adoção do eSIM é a necessidade de dispositivos compatíveis.

Muitos smartphones e outros dispositivos móveis atuais não possuem o hardware necessário para suportar eSIM, o que limita seu uso a aparelhos mais modernos e de maior custo.

Em contraste, o Soft SIM pode ser implementado em uma ampla gama de dispositivos já existentes, independentemente da presença de hardware específico para eSIM. Isso amplia significativamente o alcance potencial do Soft SIM, tornando-o acessível a um público mais amplo, assim como empresas que utilizam dispositivos IoT.

Atualizações e manutenção

A natureza puramente digital do Soft SIM facilita a realização de atualizações e a manutenção de uma frota.

As operadoras e fornecedores de serviços podem enviar atualizações de software diretamente aos dispositivos, corrigindo vulnerabilidades de segurança e melhorando a funcionalidade sem a necessidade de intervenção física.

Isso também permite uma gestão mais centralizada e eficiente das credenciais de rede, melhorando a segurança e a confiabilidade do serviço.

Impacto econômico

Não podemos esquecer que a eliminação da necessidade de componentes de hardware específicos para eSIM representa uma redução nos custos de produção para os fabricantes de dispositivos.

Essa redução dos custos pode facilitar a adoção em mercados emergentes, onde o preço dos dispositivos é um fator importante para a penetração de novas tecnologias.

Isso se torna uma verdade quando pensamos em empresas e no setor de serviços em geral, que muitas vezes possuem frotas e lotes grandes de dispositivos IoT conectados em cidades, bairros ou até mesmo nos arredores de grandes fábricas.

Exemplo de empresa que já trabalha com Soft SIM no Brasil

No Brasil hoje podemos contar com especialistas, como a parceira da Lyra M2M, a Links Field, que conta com soluções em Soft SIM para projetos de IoT e M2M de diversos tipos.

Sua tecnologia não facilita apenas a implementação do uso de SIM cards em grandes lotes, como também “elimina a possibilidade de violação de seu dispositivo para a remoção do Sim Card e uso indevido em qualquer outro equipamento ou aplicação”.

Outras opções à virtualização de SIM cards

Temos que concluir esse artigo com uma verdade que poucos gostariam de afirmar: nem sempre a virtualização é o que vai resolver o problema de uma empresa com alta demanda de dispositivos conectados.

Por mais que tanto o eSIM quanto o Soft SIM representam avanços importantes na virtualização dos cartões físicos, nem sempre uma operação ou região poderá utilizar essa tecnologia devido a problemas estruturais do país ou da indústria que atua (há influência dos dispositivos existentes, que podem ou não dar suporte a SIMs virtuais).

Seja qual for o propósito do seu projeto de conectividade, uma empresa especializada no assunto pode te ajudar a entender se de fato é necessário recorrer a estes tipos de chips ou se há outro tipo de solução para conectar seus dispositivos.

Por isso, conte com a ajuda da Lyra M2M, empresa especializada no setor que pode alocar especialistas no assunto para orientar sua empresa como um todo sobre seu futuro projeto de IoT e conectividade.


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